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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O TRABALHO NAS DIFERENTES SOCIEDADES


O TRABALLHO NAS DIFERENTES SOCIEDADES
O trabalho nas sociedades tribais: Ao se analisar a questão das atividades, entre nós entendidas como trabalho, nas sociedades tribais (sociedade de caçadores, coletores ou mesmo aquelas de criadores e agricultores), não podemos partir do mesmo ponto de vista que utilizamos para analisar o trabalho nas sociedades modernas. Isso porque as atividades vinculadas à produção nas sociedades tribais estão associadas aos ritos e mitos, ao sistema de parentesco, às festa, às artes, enfim, a toda vida social, econômica, politica e religiosa. O trabalho não tem valor em si, separado de todas as outras coisas. Ele só pode ser entendido se for encarado como fazendo parte do conjunto de atividades que constituem essa sociedade como tais.
As sociedades tribais distribuídas pelos mais diferentes pontos da terra e com as mais diferentes estruturas sociais, politicas e econômicas possuíam, e algumas ainda possuem, uma organização do trabalho em geral baseada na divisão por sexo, em que homens e mulheres executam atividades diferentes. O seus equipamentos e instrumentos são, muito simples e rudimentares ¬¬--- ainda que se mostrem eficazes para o que deles se exige. Guiados por tal concepção, classificaram essas sociedades como de economia de subsistência e de técnica rudimentar, passando a ideia de que esses povos viveriam quase em estado de pobreza, com o mínimo necessário à sobrevivência. Pode-se verificar a seguir que isso não passa de um preconceito muito difundido.
Marshall Sahlins, antropólogo norte americano, chama essas sociedades de “sociedade do lazer”, ou as primeiras “sociedades de abundância”, pois, ao analisa-las, percebeu que elas só não tinham todas as suas necessidades materiais e sociais plenamente satisfeitas, como também dispunham de um mínimo de horas diárias vinculadas a atividades produtivas. O fato de se dedicar menos tempo ás atividades vinculadas à produção não significa, portanto, que que se tenha uma vida de privações. Ao contrário, essas sociedades viviam muito bem alimentadas, e isso fica comprovado nos mais diversos relatos, que sempre demonstraram a vitalidade de todos os seus membros. Tais relatos referem-se à experiência que vivenciaram antes do contato com o chamado “mundo civilizado”.
O “mundo do trabalho” nas sociedades tribais é, pois, algo que tem relação com todos os outros elementos de suas sociedades e com todo o meio ambiente em que vivem. Desse modo, nelas não se encontra a idéia de que se deve produzir mais para poupar ou acumular alguma riqueza. A sua riqueza está na vida e na forma como passam os dias. As atividades vinculadas à produção limitam-se a conseguir os meios necessários à sobrevivência; mesmo assim são quase sempre desenvolvidas em conjunto com outras atividades, formando um todo indissolúvel . O tempo é utilizado para descansar, divertir-se, dançar, caçar, pescar, plantar e colher, e para o cumprimento das obrigações ritualísticas, que na maioria dos casos envolve todas as outras atividades. Enfim, há um continuo de atividades interligadas, que dificilmente podem ser explicadas e entendidas separadamente.
O trabalho na sociedade greco-romana: Para se entender o trabalhona sociedade greco-romana é necessário que se tenha em mente que seus membros não pensavam essa questão da mesma forma que pensamos hoje; tampouco se trabalhava da mesma maneira, ou melhor, não se organizava o trabalho como hoje o fazemos. Os gregos utilizavam vários termos para designar o que hoje chamamos de trabalho. Além disso, a organização da sociedade greco romana era também diversa da nossa e, portanto, a divisão do trabalho e as relações sociais de produção também o eram.
Os gregos faziam uma distinção clara entre o trabalho braçal de quem labuta na terra, o trabalho manual do artesão e aquela atividade do cidadão que discute e procura, através do debate, resolver os problemas da sociedade. conforme Hanna Arendt, os gregos possuíam três concepções para a idéia de trabalho: labor, poiesis e práxis.
Labor: Compreende-se por labor, o esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo, sendo, portanto, uma atividade passiva e submissa ao ritmo da natureza; o exemplo mais claro dessa atividade é o trabalho de quem cultiva a terra, pois ele depende sempre das variações do clima, das estações, das estações, ou seja, de forças que o ser humano não pode controlar. A mesma expressão é utilizada para o momento em que a mulher está em trabalho de parto.
Poiesis: Na poiesis a ênfase está no fazer, o ato de fabricar, de criar alguma coisa ou produto através do uso de algum instrumento ou mesmo das próprias mãos. O produto desse trabalho muitas vezes subsiste à vida de quem o fabrica, tem um tempo de permanência maior que o de seu produtor. O trabalho do artesão, do escultor se enquadraria nessa concepção.
Práxis: seria a atividade que tem a palavra como seu principal instrumento, isto é, que utiliza o discurso como meio para encontrar soluções voltadas para o bem-estar dos cidadãos. É o espaço da política, da vida pública. Diferentemente dos casos anteriores, aqui não há nenhum produto material resultante da atividade. Na práxis a atividade e totalmente livre, uma vez que só utilizam os objetos e as coisas produzidas pelos outros. A maior virtude esta em utilizar bem as coisas, sem ter que transformá-las através do labor ou da poiesis.
É importante esclarecer que a sociedade greco-romana não era constituída somente de escravos e senhores. A condição dos escravos variava muito, pois havia não só o escravo que trabalhava a terra nas mais terríveis condições, mas também aquele incumbido de administrar e gerenciar todos os negócios de seu senhor e amo. Podiam-se além disso encontrar escravos exercendo a medicina, pois alguns médicos instruíam seus escravos e depois os libertavam para que continuassem o seu ofício. Apesar disso, contudo, o escravo era sempre alguém inferior por natureza, não importava que ofício tivesse ou quem fosse. A liberdade do cidadão, as possibilidades de eles manter-se sem ter que produzir diretamente o que consumia, só era possível se existissem outros que trabalhassem para ele e por ele. Nessas sociedades, o escravo era propriedade de seu senhor e, portanto, podia ser vendido, trocado, doado, alugado; não só ele, mas todos os seus filhos e todos os bens que porventura tivesse. Para os romanso eles eram uma coisa, mas também uma pessoa, o que podia trazer alguns problemas. Assim, se um escravo cometesse algum crime, seu amo seria responsabilizado; por outro lado, se um escravo sofresse alguma ação que o prejudicasse para o trabalho, o seu senhor deveria ser indenizado.
O trabalho na sociedade feudal: o fim do império romano do ocidente fez com que todo aquele imenso território, antes mantido por Roma e seus exércitos, se fragmentassem a tal ponto que surgissem várias formas de organização social e política, dependendo das condições de cada região, naquele momento. Mas, apesar desse fracionamento e de toda a diversidade de estruturação do sistema feudal, podem-se definir algumas características predominantes nesse sistema. São elas:
1- A terra é o principal meio de produção, e as principais relações sociais desenvolvem-se em torno dela, uma vez que se tem uma economia fundamentalmente agrícola. Mas a terra não pertence aos produtores diretos, ou seja, aos camponeses e artesãos. Pertence aos senhores feudais, devidamente hierarquizados.
2- Os trabalhadores têm direito ao usufruto e a ocupação das terras, mas nunca a propriedade delas. Os senhores, através dos laços feudais, têm o direito de arrecadar tributos sobre os produtos ou sobre a própria terra.
3- Na combinação dessas relações pode-se detectar uma rede de vínculos pessoais de direitos, deveres e de honra entre os senhores, e entre os servos, em que uns trabalham em regime de servidão, no qual não se goza de plena liberdade, mas, também, não se escravo. O que há é um sistema de deveres para com o senhor e deste para com os seus servo.
Como podemos perceber, eram os servos, os camponeses livres, os aldeãos, ou seja, as classes servis, quem efetivamente trabalhava nessa sociedade, os senhores feudais e o clero viviam, pois, do trabalho dos outros. Algo parecido com o que acontecia na sociedade greco-romana, as ainda que em outras condições históricas.
Apesar de o trabalho ligado a terra ser o principal na sociedade feudal, isso não significa que outras formas de trabalho não existissem. Atividades artesanais nas cidades ou mesmo dentro do feudo e atividades comerciais nas cidades completam as outras formas de trabalho. Como por exempl;, o artesanato e sua organização. As associações de trabalhadores de diferentes ofícios são um traço marcante da sociedade feudal. Essas associações, cujas origens remontam ao mundo romano, aqui passam a ter ordenação bastante rígida. Havia uma regulamentação que estabelecia o conceito de ofício, criava os mecanismos de controle da profissão e ainda determinava um grupo de conselheiros, encarregados de fazer observar os estatutos da associação. Essas associações se tornaram conhecidas como corporações de ofício.

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